06 outubro 2014

HISTÓRIA DO WHISKY

C  U  R  I  O  S  I  D  A  D  E
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4ª Semana
HISTÓRIA DO WHISKY
Continuação - História do Whisky:
          
  A indústria de whisky progrediu durante o reino da rainha Vitória, em parte devido a popularidade das as coisas escocesas na sociedade real. O setor também sofreu uma praga de filoxera em 1863, isso também ajudou bastante, que devastou os vinhedos da França e levou os consumidores ingleses de vinho e de conhaque a se voltarem para o whisky. Mas, com todas essas conseqüência, a qualidade e a consistência do whisky não era confiável, contudo, e foi possivelmente por essa razão que a prática de blending foi introduzida.  John Dewar e Arthur Bell, comerciantes rivais de vinho e espírito de Perth da época, descobriram que um produto mais consistente poderia ser produzido com a mistura de vários whiskies de malte de diferentes destilarias, e seus blends de whisky foram lançados nos anos 1850.

               E aí, foi à primeira vez que os whiskies passaram a ser classificados por seu sabor, e a arte do master blender era a de selecionar um malte, ou substituir um por outro, de acordo com seu sabor e, com isso, manter o equilíbrio e a consistência da marca.

               Nessa mesma época, o comerciante Andrew Usher teve a idéia de introduzir whiskies de grãos em um blend. Esses são destilados de cevada não maltada, trigo ou milho, que são mais leves que os maltes e de produção mais em conta, utilizando-se o alambique contínuo “patent still”, também chamados de alambique de coluna que foi criado por Robert Stein em 1830 e aperfeiçoado por Aeneas Coffey. Outros blenders começaram a aparecer na região, e, em 1890, o setor progredia com novas marcas introduzidas pelos conhecidos empresários W.P.Lowrie, Charles Mackinlay, John Haig, John Walker, James Whyte, Charles Mackay, William Teacher, os irmãos Chivas e James Buchanan, dos quais todos se tornaram nomes consolidados.

O sucesso foi tamanho, que contrataram agentes estrangeiros e começaram a divulgar suas marcas mundialmente. Pra se ter uma idéia, só na década de 1890, 33 novas destilarias foram construidas, e dessas, 21 eram de Speyside.


Em 1885, Campbeltown tinha sete destilarias. Em 1899, tinha 30. Os estoques nos armazéns também aumentaram assustadoramente, de 2 milhões de galões em 1892 para 90 milhões de galões até 1898. Entretanto, o boom do whisky não duraria para além do início do século 20.
O primeiro choque no setor, foi à falência em 1898 de uma firma de blenders dirigida por Robert e Walter Pattison.  Além das práticas contábeis fraudulentas, os Pattison também apelaram para a venda de Whisky de grãos, (não verdadeiros) que continha apenas coloração e bem pouco do “melhor blend Glenlivet” deles. Os irmãos Pattison em seguida faliram, provocando uma queda brusca nos preços do whisky e no valor  das ações.  Foram processados por fraude e enviados para a prisão.

A demanda por whisky também caiu, uma das causas foi a Guerra dos Bôeres e também pelo declínio econômico geral.

O rei Eduardo VII rejeitou o whisky em favor do vinho e do conhaque franceses, e os modismos mudaram.

Em 1905, o Conselho de Islington Borough processou com sucesso dois comerciantes por venderem whisky falsos, que “não atendia às exigências de natureza, substância e qualidade”. Esse julgamento teve a apelação e foi resolvido pela “lei do espírito imaturo” de 1915, que especificava que o whisky tinha de ser maturado em tonéis por um mínimo de três anos. Essa norma permanece em vigor até os dias de hoje.

A lei de 1915 foi promovida por David Lloyd George, o ministro do tesouro público, que declarou que a bebida era um inimigo mais mortífero na Primeira Guerra Mundial do que a Alemanha e a Áustria. Ele elevou as taxas de alvará dos destiladores e o imposto sobre o whisky, afim de mudar os hábitos de consumo de whisky para o de cerveja, uma política que enfureceu a indústria de whisky escocesa.

As destilarias em sua maioria, foram fechadas durante a Primeira Guerra Mundial para que fossem preservados os estoque de cevada para a alimentação, as exportações de whisky foram banidas em 1917 e o imposto sobre o whisky dobrou em 1918. Depois da guerra, os destiladores esperavam reerguer o setor, mas foram pegos de surpresa por mais um aumento nos impostos no Orçamento de 1919. Nos anos 1920, o movimento antialcoólico ganhou proporções na Grã-Bretanha, e os Estados Unidos baniram as importações de whisky e decretaram a Lei Seca.

Felizmente, a Lei Seca dos Estados Unidos acabou se tornando menos eficaz do que o movimento antialcoólico na supressão do whisky.

Carregamentos de Cutty Sark, um blend de whisky Premium leve, foram desviados para os Estados Unidos na década de 1920 pelo capitão William McCoy, um fabricante clandestino baseado nas Bahamas. Tamanha era a popularidade de seu whisly contrabandeado que os clientes exigiam o “legítimo McCoy”, uma expressão para Cutty Sark, que se tornou popular nos dois lados do Atlântico.

- Tino Lopes
Administrador de empresas
Relações Públicas
MBA em Pessoas e Finanças
Pós-Graduado em Gestão Pública
Extensão em Arranjos Produtivos na Área de Confecções
Comunicador de Rádio
Pesquisador


Próxima edição: Continuação da História do Whisky

Do Blog Giro Cidade

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