C U
R I O
S I D
A D E
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4ª Semana
HISTÓRIA DO WHISKY
Continuação - História do Whisky:
E aí, foi à primeira vez que os whiskies
passaram a ser classificados por seu sabor, e a arte do master blender era a de selecionar um malte, ou substituir um por
outro, de acordo com seu sabor e, com isso, manter o equilíbrio e a consistência
da marca.
Nessa mesma época, o comerciante
Andrew Usher teve a idéia de introduzir
whiskies de grãos em um blend. Esses são destilados de cevada não maltada,
trigo ou milho, que são mais leves que os maltes e de produção mais em conta,
utilizando-se o alambique contínuo “patent
still”, também chamados de alambique de coluna que foi criado por Robert Stein em 1830 e aperfeiçoado por Aeneas Coffey. Outros blenders começaram a aparecer na região,
e, em 1890, o setor progredia com novas marcas introduzidas pelos conhecidos
empresários W.P.Lowrie, Charles
Mackinlay, John Haig, John Walker, James Whyte, Charles Mackay, William Teacher,
os irmãos Chivas e James Buchanan, dos quais todos se
tornaram nomes consolidados.
O sucesso foi tamanho,
que contrataram agentes estrangeiros e começaram a divulgar suas marcas
mundialmente. Pra se ter uma idéia, só na década de 1890, 33 novas destilarias
foram construidas, e dessas, 21 eram de Speyside.
Em 1885, Campbeltown
tinha sete destilarias. Em 1899, tinha 30. Os estoques nos armazéns também
aumentaram assustadoramente, de 2 milhões de galões em 1892 para 90 milhões de
galões até 1898. Entretanto, o boom do whisky não duraria para além do início
do século 20.
O primeiro choque no
setor, foi à falência em 1898 de uma firma de blenders dirigida por Robert e Walter Pattison. Além das
práticas contábeis fraudulentas, os Pattison
também apelaram para a venda de Whisky de grãos, (não verdadeiros) que continha
apenas coloração e bem pouco do “melhor
blend Glenlivet” deles. Os irmãos Pattison
em seguida faliram, provocando uma queda brusca nos preços do whisky e no
valor das ações. Foram processados por fraude e enviados para a
prisão.
A demanda por whisky
também caiu, uma das causas foi a Guerra dos Bôeres e também pelo declínio
econômico geral.
O rei Eduardo VII rejeitou o whisky em favor
do vinho e do conhaque franceses, e os modismos mudaram.
Em 1905, o Conselho de
Islington Borough processou com sucesso dois comerciantes por venderem whisky
falsos, que “não atendia às exigências de
natureza, substância e qualidade”. Esse julgamento teve a apelação e foi
resolvido pela “lei do espírito imaturo”
de 1915, que especificava que o whisky tinha de ser maturado em tonéis por um
mínimo de três anos. Essa norma permanece em vigor até os dias de hoje.
A lei de 1915 foi
promovida por David Lloyd George, o
ministro do tesouro público, que declarou que a bebida era um inimigo mais
mortífero na Primeira Guerra Mundial do que a Alemanha e a Áustria. Ele elevou
as taxas de alvará dos destiladores e o imposto sobre o whisky, afim de mudar
os hábitos de consumo de whisky para o de cerveja, uma política que enfureceu a
indústria de whisky escocesa.
As destilarias em sua
maioria, foram fechadas durante a Primeira Guerra Mundial para que fossem
preservados os estoque de cevada para a alimentação, as exportações de whisky
foram banidas em 1917 e o imposto sobre o whisky dobrou em 1918. Depois da
guerra, os destiladores esperavam reerguer o setor, mas foram pegos de surpresa
por mais um aumento nos impostos no Orçamento de 1919. Nos anos 1920, o
movimento antialcoólico ganhou proporções na Grã-Bretanha, e os Estados Unidos
baniram as importações de whisky e decretaram a Lei Seca.
Felizmente, a Lei Seca dos Estados Unidos acabou se
tornando menos eficaz do que o movimento antialcoólico na supressão do whisky.
Carregamentos de Cutty Sark, um blend de whisky Premium leve, foram desviados para os Estados
Unidos na década de 1920 pelo capitão William
McCoy, um fabricante clandestino baseado nas Bahamas. Tamanha era a
popularidade de seu whisly contrabandeado que os clientes exigiam o “legítimo McCoy”, uma expressão para
Cutty Sark, que se tornou popular nos dois lados do Atlântico.
- Tino Lopes
Administrador de
empresas
Relações Públicas
MBA em Pessoas e
Finanças
Pós-Graduado em Gestão
Pública
Extensão em Arranjos
Produtivos na Área de Confecções
Comunicador de Rádio
Pesquisador
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edição: Continuação da História do Whisky
Do Blog Giro Cidade

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