20 outubro 2014

HISTÓRIA DO WHISKY

6ª Edição

C  U  R  I  O  S  I  D  A  D  E
_____________________________________________________

HISTÓRIA DO WHISKY
Regiões do Whisky:
Existe uma organização oficial de comércio para a indústria do whisky, que é a responsável direta para representar as destilarias em questões de normas nacionais e internacionais é a Scotch Whisky Association (Associação Escocesa de Whisky) ela atua diretamente, na fiscalização do uso do termo “Scotch” e no marketing.  É ela também que classifica as destilarias de acordo com quatro principais regiões produtoras de whisky na Escócia – Highlands, Lowlands, Islay e Speyside. Hoje, essa divisão geográfica é um pouco complicada quando tratamos do número de destilarias que agora operam em cada região: Hinghlands (33), Lowlands (3), Islay (8) e Speyside (50).  Desse modo,  Islay passa a ser diferenciada por ser uma região separada, tendo oito destilarias em funcionamento, outras seis destilarias que operam em outras ilhas estão classificadas dentro da região das Highlands, incluindo Jura, que é mais próximo de Islay do que da área continental.
Campbeltown, que a algum tempo atrás, teve uma afortunada indústria de whisly que compunha mais de 32 destilarias, foi oficialmente excluída das Highlands em 1785 com a falência de diversos produtores.  Hoje, existem apenas três destilarias operando naquela área, as conhecidas: Springbandk, Glengyle e Glen Scotia.
Há um costume de se descrever alguns whiskies como tipicamente de Islay, Highlands, Lowland ou Speyside e, em algumas ocasiões, distinguir maltes em particular como, um “marco” ou “definitivo” Speyside, insinuando que whiskies de malte podem ser diferenciados de acordo com a sua geografia.
Speyside aglomera a maior quantidade de destilarias de whisky da Escócia, devido à conveniência de suas localizações isoladas para operações ilícitas e também a qualidade da água.  A maioria dos empresários de whisky retira sua água das nascentes das montanhas próximo as destilarias, que vão desaguar no rio Spey.  Em sua maioria, as montanhas são cobertas de turfa e urze,  formando assim, uma camada fina sobre o granito e o quartzo. A chuva que cai nessas rochas duras e cristalinas escoa com velocidade para as destilarias e, durante o período de inverno, é extremamente fria. A água da chuva não adquiri nenhum tipo de minerais dessas rochas e é isenta de qualquer tipo de sais, apesar de bastante turfosa e ácida após passar pela turfa e urze. Diz os especialistas, que a melhor água para o whisky é a livre de sais e que flui através de turfa sobre granito, que é justamente o que acontece no vale de Spey. A combinação de fontes de água adequadas, abundância de turfa para os fornos e boas provisões de cevada local conduziram ao estabelecimento das destilarias de Speyside  influenciando assim, a personalidade de seus whiskies.
Atualmente as destilarias prezam muito pela qualidade da fonte de água, a qual, segundo especialistas, afeta diretamente o sabor do whisky. Mas, com o tempo isso também está mudando com relação às normas da União Européia que regulamentam a pureza da água na comida e bebida. No século 19, houve mais uma mudança, foi introduzido o carvão e o coque, e fornos elétricos a gás e a óleo no século 20, e com isso, a dependência de fornos alimentados a turfa para a secagem da cevada diminuiu.  As destilarias passaram a fazer experimentos mais leves com turfa e, algumas chegaram à conclusão de que deveriam adaptar seus maltes para um estilo mais suave, menos turfoso – como exemplos as de Bunnahabhain, Jura e Tobermory; isso causou a redução no nível de fenóis de turfa nos maltes de algumas destilarias como Clynelish, Springbank e Lagavulin nos últimos anos. A maioria das destilarias agora estão acabando com a tradição, obtém sua cevada maltada sob encomenda de maltagens comerciais em vez de a maltarem elas mesmas, e engarrafa seu whisky  usando uma fonte diferente de água daquela da destilaria. E aí, houve mais algumas modificações, o uso de cubas de lavagem de madeira foi substituído pelas de aço inoxidável, embora muitas destilarias continuem a usar cubas de lavagem de larício ou de pinho na tentativa de preservar a personalidade original de seu whisky.
A maturação (amadurecimento) em tonéis também executa um papel importante para determinar o sabor do whisky maturado, com muitos produtores usando tonéis de xerez preenchidos pela primeira vez, ou “acabamentos” em tonéis especiais. Portanto, chega-se a conclusão de que a classificação geográfica do whisky perdeu o seu significado. Portanto, se você estiver à procura de uma destilaria para visitá-la, existe cerca de 45 destilarias na Escócia, que recebem visitantes.
-Tino Lopes
Administrador de empresas
Relações Públicas
MBA em Pessoas e Finanças
Pós-Graduado em Gestão Pública
Extensão em Arranjos Produtivos na Área de Confecções
Comunicador de Rádio
Pesquisador

Próxima edição: Fabricação de Whisky

Do Blog Giro Cidade

0 comentários:

Postar um comentário