8ª Edição
C U
R I O
S I D
A D E
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HISTÓRIA DO WHISKY
Fabricação
de Whisky (Continuação...):
No processo de fermentação, a levedura transforma açúcar na
mistura em dióxido de carbono e álcool, aí, dar-se a reação com ácidos do malte
para formar ésteres e aldeídos que influenciam nos sabores frutados e florais
no espírito.
Até o final do processo pode ocorre uma fermentação
bacteriana, o que reduz a acidez e acrescenta uma maior quantidade de sabores.
As fragrâncias que são criadas com a associação de flores e frutas dever-se
geralmente a uma combinação de muitos ésteres diferentes formados durante a
fermentação. Na análise química do whisky, já foram identificados mais de cem
ésteres diferentes.
É muito interessante a fase inicial da fermentação, à medida
que as células de levedura se multiplicam rapidamente, faz com que a mistura
solte espuma e borbulhe violentamente. Depois de cerca de 48 horas, ela diminui
e é parada, mas, alguns produtores preferem que ela continue por 60 horas ou
mais para melhorar a “personalidade” do
espírito, isso faz com que, aumente a quantidade de sabores através de uma
segunda fermentação por bactérias. Nesse ponto, a “mistura” tem uma semelhança de uma cerveja rudimentar e contém de
7% a 9% de álcool. Após esse processo ela é, rapidamente, bombeada para a casa
de alambique, onde é destilada normalmente por duas vezes, em algumas poucas
destilarias, três vezes – daí o termo destilação tripla.
A primeira destilação sempre é feita em alambiques maiores, para
que, os alcoóis, ésteres, adiados e ácidos sejam separados da levedura, outras
impurezas e de maior parte da água. O processo geralmente acontece quando a
temperatura interna do alambique de primeira destilação está quase no ponto de fervura
da água. Quando o líquido fermentado vai sendo aquecido, os alcoóis evaporam e
sobem pelo alambique e acima do “Lyne arm”,
também conhecido como pescoço de cisne,
que são os tubos de ligação entre o capacete e o recipiente de condensação
existente. Condensadores tradicionais consistem em uma serpentina de cobre, ou
“worm”, mergulhado em um tanque de
água fria, enquanto condensadores de tubo e camisa modernos são formados por um
cilindro com tubos estreitos, que
passa um fluxo contínuo de água fria. Nesse processo os vapores se condensam em
um líquido bruto, oleoso, chamado de vinhos
baixos, com cerca de 17% de álcool.
Este último, passa por uma segunda destilação, então, é
bombeado até um alambique menor de vinhos baixos ou de espírito, onde é
refinado. O mestre de alambique fica muito mais atento segunda destilação, uma
vez que apenas o “ponto de corte
intermediário”, ou o coração do espírito, é coletado. (O coração
corresponde à parte do destilado próprio para consumo.) Essa etapa ocorre
enquanto o espírito flui por um recipiente de controle chamado “spirit safe” que facilita ao mestre de
alambique observar, acessar e medir a densidade e qualidade do espírito
fluindo. Existe também, um espírito preliminar mais forte, chamado de “foreshots” (ou cabeça), contém impurezas
e é coletado e combinado com o próximo lote de vinhos baixos para redestilação.
Quando o fluxo do espírito alcança a graduação e a qualidade desejada,
o mestre de alambique a desvia para o “reservatório
de espírito”. Com destino ao final do fluxo, a temperatura no alambique
aumenta, e com isso, o espírito enfraquece e vários componentes oleosos
chamados “feints” (ou cauda) são
vaporizados. Como estes alterariam o sabor do whisky e o diluiriam, são
recolhidos imediatamente com os foreshots
para serem redestilados com o lote seguinte de vinhos baixos. Aí vem a atenção
do mestre de alambique, que pega apenas o ponto de corte intermediário do fluxo
do espírito, e é apenas esse novo espírito claro, com certa de 60% a 70% de
álcool, que é bombeado para o recipiente para ser arrefecido e colocado em
tonéis de carvalho para a maturação.
Existem algumas destilarias, que fazem uma terceira
destilação, envolvendo um alambique intermediário, com o intuito de produzir um
whisky mais leve ao se remover a maior parte dos foreshots, feints e alcoóis
mais pesados antes da destilação final no alambique de espírito. É importante
saber que, o tamanho e o formato do alambique também contribuem para o sabor do
uísque, devido à relativa exposição ao cobre, que modifica reações que, por
exemplo, convertem aldeídos produzidos durante a fermentação em ácidos, alcoóis
e ésteres e remove alguns feints indesejáveis.
Alambiques menores proporcionam maior exposição ao cobre e, portanto, incentivam
essas reações.
O método tradicional de aquecer alambiques também contribui
indiretamente à exposição de seus interiores de cobre. Alambiques que são
aquecidos pela parte debaixo por chamas de fogo diretas, acumulam rapidamente
depósitos de sólidos de proteína queimados e esses precisam ser removidos. Isso
é feito por “rummagers”, correntes
pesadas que são viradas dentro dos alambiques para desalojar quaisquer sólidos
queimados e polir o cobre. Esse processo aumenta a exposição do mosto ao cobre
e, desse modo, acentua o sabor do espírito.
-Tino Lopes
Administrador de
empresas
Relações Públicas
MBA em Pessoas e
Finanças
Pós-Graduado em Gestão
Pública
Extensão em Arranjos
Produtivos na Área de Confecções
Comunicador de Rádio
Pesquisador
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