14ª Edição
C U
R I O
S I D
A D E
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HISTÓRIA DO WHISKY
Degustação
de Whisly:
Atenção: Quando
degustamos whisky usamos muito mais o nariz do que a boca ou
a língua. Estudos comprovam que para cada papila gustativa na língua existem 10
mil receptores olfativos no nariz. É por isso que os master blenders mais propriamente cheiram “nose” seus whiskies em
vez de prová-los e, quando estão trabalhando, dificilmente bebem o whisky.
Embora possa servir de
instrução avaliar whiskies simplesmente cheirando-os, para aqueles de nós que
apreciam tomar whisky isso não é divertido. Mas pode ser um bom caminho para se
iniciar uma sessão de degustação colocar cinco ou seis whiskies de malte em
copos separados e cheirar todos antes de provar qualquer um deles.
Não se preocupe com a
questão de quais whiskies escolher e a ordem em que devem ser cheirados e
provados, isso será abordada posteriormente.
O Primeiro passo é escolher o tipo correto de copo. O
copo de whisky de vidro lapidado padrão não é do formato ideal para
cheirar whiskies. O copo usado na indústria de whisky tem o formato de
tulipa, como um copo de xerez, com boca estreita e graduações marcadas na
lateral. A boca estreita é importante
para conter o aroma que se desprende do whisky, assim, quando o cheiramos,
obtemos o máximo de fragrância. Na ausência de copos apropriados para se sentir
os aromas, use copos pequenos de vinho em formato
de tulipa.
O Segundo passo é verificar a graduação do whisky a
cheirar e provar, é evidente que nem todos os whiskies de malte são
fornecidos com o mesmo teor alcoólico.
Embora a maioria seja engarrafada a 40% e 55-60%. O whisky não reduzido, não filtrado, falamos
daquele que não foi diluído em água durante
o engarrafamento, sua graduação alcoólica pode chegar até 63%.
Para que se possa
fazer uma comparação justa entre whiskies diferentes, eles devem ser cheirados
com a mesma graduação alcoólica, tendo em vista que o padrão de setor é de 20%
de álcool por volume. Isso pode não ser considerado popular entre aqueles que
não aprovam o acréscimo de água ao whisky. É comprovado que os receptores de
paladar funcionam melhor quando não estão anestesiados pelo álcool, e 20% é uma graduação considerável, na qual os ésteres
são completamente liberados e podem ser detectados ou identificados mais
facilmente. Algumas pessoas acrescentam muito mais água do que whisky, o que
também é uma boa prática, principalmente se há necessidade de se manterem
sóbrias. É normal, no oeste da Escócia, acrescentar limonada ao whisky e, nos
Estados Unidos e em outros locais de clima quente, acrescentar gelo, mas essas e outras misturas não são
recomendas para whiskies de malte porque modificam seu sabor.
Atenção, para uma sessão
de “nosing”, ou avaliação do aroma, é
uma boa prática cheirá-lo na sua graduação total primeiro e anotar quaisquer
impressões iniciais. Mas, lembre-se: Se
inalar com força demais, poderá sentir o nariz formigar – isso se deve ao fato
de que o vapor do álcool sobrecarrega temporariamente os sentidos. Quando isso
acontece, aguarde um momento e inale o aroma do whisky devagar, tentando
identificar as fragrâncias individuais.
Em seguida, acrescente água mineral sem gás para reduzir o whisky a 20% e torne
a cheirar. Os copos padrão para sentir o aroma têm duas graduações na
lateral, a mais baixa indica até onde preenchê-los com whisky e a mais
elevada aponta até onde acrescentar água.
Correspondem a volumes
iguais e partem do princípio de que o whisky foi engarrafado a 40%; assim, um
ligeiro ajuste é necessário para um whisky mais forte.
Para degustar o
whisky, sorva um
generoso gole e observe o corpo e o gosto na boca: é suave, cremoso, oleoso ou
espirituoso? Mova o whisly em torno da boca, verificando o equilíbrio entre as
sensações de doce, ácido, salgado e amargo identificados por sua língua. Ao
engolir, observe por quanto tempo os sabores permanecem e o que sente depois
que o whisly foi ingerido – um longo acabamento é considerado desejável pelos connoisseurs.
Quando começam a tomar
whisky de malte, muitas pessoas preferem os leves, caso diferente dos
apreciadores experientes da bebida que buscam densidade, equilíbrio e
complexidade. Aqueles que se sentem impelidos a manifestar seu julgamento
concedendo notas de 1 a 10 para a qualidade, geralmente buscam equilíbrio,
complexidade e final longo, e suas preferências não coincidem necessariamente
com as dos iniciantes.
Um whisky equilibrado é desprovido de quaisquer
sabores dominantes ou acentuados, mas em compensação, apresenta uma combinação
que, muitas vezes, aparece sequencialmente como quando removemos as camadas de
uma cebola. Daí é comum, as pessoas que escrevem sobre whisky geralmente
descrevem a cor, o aroma, o paladar e o acabamento nessa ordem, que é a
seqüência normal pela qual um whisky é saboreado.
- Tino Lopes
Administrador de
empresas
Relações Públicas
MBA em Pessoas e
Finanças
Pós-Graduado em Gestão
Pública
Extensão em Arranjos
Produtivos na Área de Confecções
Comunicador de Rádio
Pesquisador
(Na próxima semana continuaremos falando
sobre “DEGUSTAÇÃO de WHISKY”)
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