15 dezembro 2014

HISTÓRIA DO WHISKY

14ª Edição

C  U  R  I  O  S  I  D  A  D  E
_____________________________________________________

HISTÓRIA DO WHISKY
Degustação de Whisly:
Atenção: Quando degustamos whisky usamos muito mais o nariz do que a boca ou a língua. Estudos comprovam que para cada papila gustativa na língua existem 10 mil receptores olfativos no nariz. É por isso que os master blenders mais propriamente cheiram “nose” seus whiskies em vez de prová-los e, quando estão trabalhando, dificilmente bebem o whisky.
Embora possa servir de instrução avaliar whiskies simplesmente cheirando-os, para aqueles de nós que apreciam tomar whisky isso não é divertido. Mas pode ser um bom caminho para se iniciar uma sessão de degustação colocar cinco ou seis whiskies de malte em copos separados e cheirar todos antes de provar qualquer um deles.
Não se preocupe com a questão de quais whiskies escolher e a ordem em que devem ser cheirados e provados, isso será abordada posteriormente.
O Primeiro passo é escolher o tipo correto de copo. O copo de whisky de vidro lapidado padrão não é do formato ideal para cheirar whiskies. O copo usado na indústria de whisky tem o formato de tulipa, como um copo de xerez, com boca estreita e graduações marcadas na lateral. A boca estreita é importante para conter o aroma que se desprende do whisky, assim, quando o cheiramos, obtemos o máximo de fragrância. Na ausência de copos apropriados para se sentir os aromas, use copos pequenos de vinho em formato de tulipa.
O Segundo passo é verificar a graduação do whisky a cheirar e provar, é evidente que nem todos os whiskies de malte são fornecidos  com o mesmo teor alcoólico. Embora a maioria seja engarrafada a 40% e 55-60%.  O whisky não reduzido, não filtrado, falamos daquele que não foi diluído em água durante  o engarrafamento, sua graduação alcoólica pode chegar até 63%.
Para que se possa fazer uma comparação justa entre whiskies diferentes, eles devem ser cheirados com a mesma graduação alcoólica, tendo em vista que o padrão de setor é de 20% de álcool por volume. Isso pode não ser considerado popular entre aqueles que não aprovam o acréscimo de água ao whisky. É comprovado que os receptores de paladar funcionam melhor quando não estão anestesiados pelo álcool, e 20% é uma  graduação considerável, na qual os ésteres são completamente liberados e podem ser detectados ou identificados mais facilmente. Algumas pessoas acrescentam muito mais água do que whisky, o que também é uma boa prática, principalmente se há necessidade de se manterem sóbrias. É normal, no oeste da Escócia, acrescentar limonada ao whisky e, nos Estados Unidos e em outros locais de clima quente, acrescentar gelo, mas essas e outras misturas não são recomendas para whiskies de malte porque modificam seu sabor.
Atenção, para uma sessão de “nosing”, ou avaliação do aroma, é uma boa prática cheirá-lo na sua graduação total primeiro e anotar quaisquer impressões iniciais. Mas, lembre-se:  Se inalar com força demais, poderá sentir o nariz formigar – isso se deve ao fato de que o vapor do álcool sobrecarrega temporariamente os sentidos. Quando isso acontece, aguarde um momento e inale o aroma do whisky devagar, tentando identificar as fragrâncias  individuais. Em seguida, acrescente água mineral sem gás para reduzir o whisky a 20% e torne a cheirar. Os copos padrão para sentir o aroma têm duas graduações na lateral, a mais baixa indica até onde preenchê-los com whisky e a mais elevada aponta até onde acrescentar água.
Correspondem a volumes iguais e partem do princípio de que o whisky foi engarrafado a 40%; assim, um ligeiro ajuste é necessário para um whisky mais forte.
Para degustar o whisky, sorva um generoso gole e observe o corpo e o gosto na boca: é suave, cremoso, oleoso ou espirituoso? Mova o whisly em torno da boca, verificando o equilíbrio entre as sensações de doce, ácido, salgado e amargo identificados por sua língua. Ao engolir, observe por quanto tempo os sabores permanecem e o que sente depois que o whisly foi ingerido – um longo acabamento é considerado desejável pelos connoisseurs.
Quando começam a tomar whisky de malte, muitas pessoas preferem os leves, caso diferente dos apreciadores experientes da bebida que buscam densidade, equilíbrio e complexidade. Aqueles que se sentem impelidos a manifestar seu julgamento concedendo notas de 1 a 10 para a qualidade, geralmente buscam equilíbrio, complexidade e final longo, e suas preferências não coincidem necessariamente com as dos iniciantes.
Um whisky equilibrado é desprovido de quaisquer sabores dominantes ou acentuados, mas em compensação, apresenta uma combinação que, muitas vezes, aparece sequencialmente como quando removemos as camadas de uma cebola. Daí é comum, as pessoas que escrevem sobre whisky geralmente descrevem a cor, o aroma, o paladar e o acabamento nessa ordem, que é a seqüência normal pela qual um whisky é saboreado.

- Tino Lopes
Administrador de empresas
Relações Públicas
MBA em Pessoas e Finanças
Pós-Graduado em Gestão Pública
Extensão em Arranjos Produtivos na Área de Confecções
Comunicador de Rádio
Pesquisador

(Na próxima semana continuaremos falando sobre “DEGUSTAÇÃO de WHISKY”)


0 comentários:

Postar um comentário