15ª Edição
C U
R I O
S I D
A D E
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HISTÓRIA DO WHISKY
Degustação
de Whisky:
Acreditamos que você
já esteja pronto para começar a usar o perfil de sabor para planejar uma
degustação de whisky orientada que ilustre a completa variação nos estilos do
whisky. O primeiro problema é que, embora as garrafas precisem frequentemente
ser apresentadas numa fileira,
as variações em sabor são muito mais complexas do que lineares.
O modelo mais simples
é bidimensional, por meio do qual o grau de turfa é representado em uma direção
e o grau de xerez ou vinho em outra. Poderá ser útil a escolha de maltes de
referência, tais como o não turfoso Glengoyne, o pesadamente turfoso Laphroaig e o Macallan com forte influência de xerez.
Se, agora, a tabela
for plana com uma só dimensão, a melhor representação coloca os whiskies de
malte mais leves no centro e se expande para os extremos do grupo A para a esquerda e grupo J para a direita. Os whiskies são
normalmente dispostos em fileira, mais se o espaço permitir pode ser colocado
numa mesa quadrada no centro da sala, arrumados conforme abaixo>
Os whiskies colocados
no centro são os de sabores mais leves, menos modificados pela turfa na cevada
maltada ou maturação em tonéis europeus de xerez. Eles permitem que a
personalidade do whisky se manifeste e devem ser degustados primeiro.
|
A
|
B-C
|
D-E
|
F-G
|
H-I
|
J
|
|
Dalmore
Glendronach
Macallan
Mortiach
|
Aberlour
Balvenie
Glenfarcias
Strathisla
|
Auchentoshan
Bunnahabhain
Glengoyne
Glenkinchie
|
Deanston
Glenfiddich
Glenrothes
Speybum
|
Bowmore
Glenmorangie
Highland Park
Springbank
|
Ardbeg
Lagavulin
Laphroaig
Talisker
|
A degustação
geralmente prossegue até os whiskies à esquerda, que foram mais influenciados
pela escolha de tonel para a maturação, e é concluída com os que estão à
direita, que foram mais influenciados pelos uso de turfa.
Nota-se que isso é o
contrário da ordem cronológica, uma vez que o grau turfoso na cevada é sempre a
primeira decisão, seguida da mistura do malte moído quando a água turfosa pode
ser introduzida. A fermentação e a destilação vêm em seguida, quando a
personalidade do espírito é determinada pelos processos de fabricação usados e
o ponto de corte intermediário é obtido. A maturação é o estágio final, quando
a seleção de tonéis é crucial para a textura e o sabor, em alguns casos
modificados por acabamento especial. No entanto, ao ser conduzir uma degustação
orientada, não há como se escapar do fato d que o grupo J dever ser provado por último, porque esses whiskies têm os
sabores turfosos mais fortes e estragariam o paladar para os maltaes de sabor
mais suave no centro.
Para concluir, os
whiskies nos grupos B-C e H-I são os que vão bem em competições
de degustação, porque exibem equilíbrio e complexidade sem que quaisquer
sabores em particular predominem.
Fabricar whisky é
tanto uma arte como uma ciência. Há muita ciência envolvida na fabricação do
whisky, desde o papel do maltster em assegurar a qualidade da cevada maltada, o
controle do encarregado pela mistura e fermentação, o controle do mestre de
alambique da destilação, e a seleção do maltmaster dos tonéis para armazenar. É
necessário um esforço em equipe para se fazer um whisky de malte e, quando você
o toma, partilha da alma e da habilidade dos inúmeros profissionais envolvidos.
Também é compromisso
deles para com o futuro, pois o whisky produzido hoje poderá não ser consumido
durante uma geração. Ele permanecerá maturando no tonel durante pelo menos dez
anos antes de ser engarrafado.
Por volta dessa época,
uma nova equipe poderá estar trabalhando na destilaria. É, portanto, a promessa
de uma geração à outra de que o produto do trabalho dela será digno do brinde
feito por você no futuro.
O momento mais
dramático no processo inteiro, e um que é crucial para a qualidade e a personalidade
do whisky, é quando o mestre de alambique executa o ponto de corte
intermediário. A produção de whisky na maioria das destilarias prossegue 24
horas por dia e, assim sendo, é tão provável que isso ocorra no meio da noite
quanto num dia normal de trabalho. Assim convido você a erguer seu copo e fazer
um brinde ao mestre de alambique enquanto ele desempenha sua arte solitária,
com a certeza de que levará uma década ou mais para que o nosso espírito venha
a emergir do tonel como um whisky single malt para que nós o apreciemos.
- Tino Lopes
Administrador de
empresas
Relações Públicas
MBA em Pessoas e
Finanças
Pós-Graduado em Gestão
Pública
Extensão em Arranjos
Produtivos na Área de Confecções
Comunicador de Rádio
Pesquisador
(Na próxima semana nós vamos conhecer
algumas das boas Destilarias existentes e seus produtos)
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