22 dezembro 2014

História Do Whisky

15ª Edição

C  U  R  I  O  S  I  D  A  D  E
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HISTÓRIA DO WHISKY

Degustação de Whisky:
Acreditamos que você já esteja pronto para começar a usar o perfil de sabor para planejar uma degustação de whisky orientada que ilustre a completa variação nos estilos do whisky. O primeiro problema é que, embora as garrafas precisem frequentemente ser apresentadas numa fileira, as variações em sabor são muito mais complexas do que lineares.
O modelo mais simples é bidimensional, por meio do qual o grau de turfa é representado em uma direção e o grau de xerez ou vinho em outra. Poderá ser útil a escolha de maltes de referência, tais como o não turfoso  Glengoyne, o pesadamente turfoso Laphroaig e o Macallan com forte influência de xerez.
Se, agora, a tabela for plana com uma só dimensão, a melhor representação coloca os whiskies de malte mais leves no centro e se expande para os extremos do grupo A para a esquerda e grupo J para a direita. Os whiskies são normalmente dispostos em fileira, mais se o espaço permitir pode ser colocado numa mesa quadrada no centro da sala, arrumados conforme abaixo>
Os whiskies colocados no centro são os de sabores mais leves, menos modificados pela turfa na cevada maltada ou maturação em tonéis europeus de xerez. Eles permitem que a personalidade do whisky se manifeste e devem ser degustados primeiro.

A
B-C
D-E
F-G
H-I
J

Dalmore
Glendronach
Macallan
Mortiach

Aberlour
Balvenie
Glenfarcias
Strathisla
Auchentoshan
Bunnahabhain
Glengoyne
Glenkinchie
Deanston
Glenfiddich
Glenrothes
Speybum
Bowmore
Glenmorangie
Highland Park
Springbank
Ardbeg
Lagavulin
Laphroaig
Talisker

A degustação geralmente prossegue até os whiskies à esquerda, que foram mais influenciados pela escolha de tonel para a maturação, e é concluída com os que estão à direita, que foram mais influenciados pelos uso de turfa.
Nota-se que isso é o contrário da ordem cronológica, uma vez que o grau turfoso na cevada é sempre a primeira decisão, seguida da mistura do malte moído quando a água turfosa pode ser introduzida. A fermentação e a destilação vêm em seguida, quando a personalidade do espírito é determinada pelos processos de fabricação usados e o ponto de corte intermediário é obtido. A maturação é o estágio final, quando a seleção de tonéis é crucial para a textura e o sabor, em alguns casos modificados por acabamento especial. No entanto, ao ser conduzir uma degustação orientada, não há como se escapar do fato d que o grupo J dever ser provado por último, porque esses whiskies têm os sabores turfosos mais fortes e estragariam o paladar para os maltaes de sabor mais suave no centro.
Para concluir, os whiskies nos grupos B-C e H-I são os que vão bem em competições de degustação, porque exibem equilíbrio e complexidade sem que quaisquer sabores em particular predominem.
Fabricar whisky é tanto uma arte como uma ciência. Há muita ciência envolvida na fabricação do whisky, desde o papel do maltster em assegurar a qualidade da cevada maltada, o controle do encarregado pela mistura e fermentação, o controle do mestre de alambique da destilação, e a seleção do maltmaster dos tonéis para armazenar. É necessário um esforço em equipe para se fazer um whisky de malte e, quando você o toma, partilha da alma e da habilidade dos inúmeros profissionais envolvidos.
Também é compromisso deles para com o futuro, pois o whisky produzido hoje poderá não ser consumido durante uma geração. Ele permanecerá maturando no tonel durante pelo menos dez anos antes de ser engarrafado.
Por volta dessa época, uma nova equipe poderá estar trabalhando na destilaria. É, portanto, a promessa de uma geração à outra de que o produto do trabalho dela será digno do brinde feito por você no futuro.
O momento mais dramático no processo inteiro, e um que é crucial para a qualidade e a personalidade do whisky, é quando o mestre de alambique executa o ponto de corte intermediário. A produção de whisky na maioria das destilarias prossegue 24 horas por dia e, assim sendo, é tão provável que isso ocorra no meio da noite quanto num dia normal de trabalho. Assim convido você a erguer seu copo e fazer um brinde ao mestre de alambique enquanto ele desempenha sua arte solitária, com a certeza de que levará uma década ou mais para que o nosso espírito venha a emergir do tonel como um whisky single malt para que nós o apreciemos.

- Tino Lopes
Administrador de empresas
Relações Públicas
MBA em Pessoas e Finanças
Pós-Graduado em Gestão Pública
Extensão em Arranjos Produtivos na Área de Confecções
Comunicador de Rádio
Pesquisador


(Na próxima semana nós vamos conhecer algumas das boas Destilarias existentes e seus produtos)

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