24 março 2015

D I C A S – Tino Lopes

22ª Semana:

INTERESSE SOCIAL...

ENERGIA PRÉ-PAGA DEVER SER SUSPENSA

ELETRICIDADE - Projeto piloto coloca consumidor em situação vulnerável.

Em ação conjunta com a Frente de Defesa dos Consumidores de Energia Elétrica, foi pedido a suspensão da resolução normativa que regulamenta as modalidades de pré-pagamento e pós-pagamento eletrônico de energia elétrica. O objetivo é impedir a implantação dessa nova modalidade de cobrança, que deixa o consumidor em situação ainda mais vulnerável ao permitir a desconexão automática do serviço. Dessa forma, retira da energia elétrica sua essencialidade, permitindo ainda práticas de comercialização que poderão geral abusividades no mercado de consumo.

A frente de Energia argumenta que o projeto piloto autorizado pela Aneel ocorreu em quatro comunidades isoladas no município de Maués (AM), localidades que não estão integradas ao sistema de produção e transmissão elétrica do país e, portanto, não retratam a realidade brasileira. Além disso, não foi feito um estudo do impacto regulatório e social que demonstrasse a viabilidade do sistema no país inteiro.
Foi avaliado que essa modalidade permite às empresas reduzir custos, por não haver necessidade de medição e emissão de fatura, além de não haver mais risco de inadimplência. Mas não traz qualquer benefício ao consumidor, como redução de tarifa.

Por isso, é justo que haja o compartilhamento dos ganhos das concessionárias com os consumidores, por meio da revisão tarifária, para redução dos valores cobrados. É necessário que se estabeleça critérios objetivos e previamente definidos para que ocorra a implantação do novo sistema.

FURADEIRAS ESTÃO MAIS SEGURAS
                                                                                 
Os fabricantes melhoraram a segurança elétrica desses produtos. Por outro lado, elas continuam barulhentas.

Ter uma furadeira em casa é uma mão na roda. Vira e mexe precisamos pregar algo na parede e ficamos à mercê de profissional que podem nos cobrar  caro pelo serviço. Se você pretende, então, adquirir um desses equipamento, não deixe de conferir nossas dicas a seguir.
Existem bons aparelhos no mercado, a um preço acessível, embora ainda sejam muito barulhentos. Todas ultrapassaram o limite de 85 decibéis, o qual considera-se ideal. De qualquer modo, alguns tipos se saem muito bem em sua principal finalidade: furar superfícies de madeira, metal ou concreto.

Manuais não ajudam muito
Se você depender das orientações fornecidas pelos manuais de instrução das furadeiras para aprender a manuseá-las, provavelmente sentirá dificuldade. Foi verificado, que o único manual que oferece informações claras é o da De Walt. As ilustrações que o documento possui ajudam a entender melhor como o equipamento funciona, como também o seu desempenho e durabilidade, a De Walt foi considerada aceitável. Falando  da facilidade de uso, o que diferencia uma das outras é a disposição e organização dos itens nas maletinhas que as acompanham. Isso porque os produtos são bem semelhantes e como possuem várias peças pequenas, é importante que cada item tenha um lugar para ser guardado, facilitando a montagem para o próximo uso.

Os produtos das marcas De Walt e Good Year vêm em uma caixa de papelão, o que dificulta o armazenamento. Já Black & Decker, Skil e Schulz vendem suas furadeiras em maletinhas nas quais o aparelho fica bem acondicionado, trazendo chave do mandril fixada no cabo da furadeira, empunhadeira auxiliar e limitador de profundidade.

O cabo de alimentação, porém, não está bem acomodado e fica preso contra a embalagem. E por falar em cordão de alimentação, o velho problema de tamanho também aparece nas furadeiras. O ideal seria que tivesse entre 2 e 2,5 m, mas nenhum ultrapassa os 2m.

Skill fura mais rápido madeira e metal
Para avaliar o desempenho, foi verificado quanto tempo os produtos levam para furar superfícies de madeira e de metal, na seleção de rotação, e tijolos, na função de impacto, em que o usuário deve “golpear” repetidamente a área a ser perfurada. Todos os equipamentos foram submetidos a uma mesma força. Para confirmar os resultados, foi repetido os ensaios três vezes para cada modelo e tipo de material, sempre com brocas novas, do mesmo diâmetro e fabricante.
No teste com madeira do tipo cedro, os aparelhos levaram entre 1,37 segundos (Skil) e 3,27 segundos (De Walt, a única que ultrapassou os 3 segundos). Já para furar metal, a Skil também foi a mais rápida, embora tenha levado 13 segundos para finalizar a tarefa, enquanto a Bosch precisou de 28,7. A De Walt ficou em segundo lugar, com 18,05.
A Good Year se destacou ao furar tijolos, precisando de apenas 8,12 segundos para realizar a tarefa. Já a mais demorada levou quase três vezes mais tempo: 23,25 segundos (De Walt). A Skil realizou a tarefa de furar tijolos em 13,23 segundos, perdendo ainda para a Schulz (11,82) e a Black & Decker (12,10).
Para descobrir quanto ruído as furadeiras fazem, foi usado um decibilímetro (medidor de decibéis). Ele foi instalado em uma sala isolada acusticamente, a uma distância de 50 cm de cada equipamento, ligado durante cinco segundos na velocidade máxima. Foi constatado que as furadeiras são barulhentas demais, ultrapassando os 85 decibéis que consideramos o limite máximo ideal. Assim, se você for usar uma furadeira por muito tempo, recomendamos que proteja os seus ouvidos – com algodão ou com um protetor auricular específico – para evitar danos à sua audição.

DICAS

Para cada superfície, use um tipo de broca

A superfície que você pretende furar (metal, concreto ou madeira) irá determinar o tipo de broca que deverá usar, já que elas possuem cabeças diferentes. Em geral, as brocas que vêm com as furadeiras são suficientes para o uso doméstico, mas devem ser trocadas sempre que estiverem desgastadas ou se partirem. Quando precisar comprar novas, veja se são compatíveis com o madril (peça onde elas se encaixam).

Prefira modelos que vêm com maleta

·         Ao comprar sua furadeira, prefira aquelas que vêm acondicionadas em uma maleta. É o ideal para guardar as peças, sem que você corra o risco de perdê-las (as De Walt e Good Year não trazem esse acessório).
·         É impossível furar uma parede e não gerar pó. Mas dá para amenizar a sujeira: coloque a boca de um aspirador junto ao local da perfuração, enquanto estiver usando a furadeira. É trabalhoso, mas compensa, sobretudo se você tiver carpete.
·         Se você estiver furando e o aparelho travar, pare imediatamente.
·         Se sua furadeira permitir, regule a velocidade, entre 2.000 e 2.500 RPM para furar madeira. Para metal, a velocidade deve ser mais baixa (800 a 900 RPM).
·         Para evitar o aquecimento excessivo da broca ao furar metal, jogue sempre uma gota de óleo lubrificante na abertura do furo.
·         Ao furar um elemento oco, como um tubo, a broca pode partir quanto tocar na segunda superfície. Evite que a furadeira atinja grande profundidade usando um elástico de borracha no suporte da broca.
·         Na compra da sua furadeira – prefira - a SkiL 6070 ela possui durabilidade muito boa e apresenta o melhor desempenho para furar superfícies. Vem com uma maleta que armazena bem as peças e custa entre R$ 189,99 e R$ 299,00.



SAÚDE


DEGENERAÇÃO DA MÁCULA – Mal que tira o seu foco

Essa alteração visual, que não tem cura, afeta a percepção de detalhes e nitidez, mas pode ser tratada e até prevenida com mudanças de hábito.

O nome dessa doença parece estranho, mas saiba que ela pode impedir que você faça atividades corriqueiras, como dirigir, ler, ver televisão ou enfiar uma linha em uma agulha. A degeneração da mácula relacionada à idade (DMRI) é um processo que afeta essa parte do fundo do olho, responsável pela visão central.
A mácula contém a maior densidade de fotorreceptores. Em função disso, responde pela percepção de detalhes, nitidez e capacidade de distinguir as cores. Esse processo degenerativo acomete uma pequena parcela da população acima dos 50 anos. Porém, é mais freqüente a partir dos 75.

A origem da DMRI ainda não é clara, mas sabe-se que, além da idade, há outros fatores que podem contribuir. Ser fumante, por exemplo, representa o dobro de riscos. Predisposição genética, exposição excessiva aos raios solares, doença cardiovascular, obesidade e cirurgia prévia de catarata também são agravantes.

Quinta maior causa de cegueira no Brasil
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a DMRI é a quinta maior causa de cegueira no Brasil, representando 5% dos casos. Já na proporção mundial, aparece em terceiro lugar.

Quanto aos dois tipos existentes da doença, a atrófica (seca) ocorre em 90% dos casos. Ela surge depois de os vasos sanguíneos da coróide (membrana vascular escura da parte posterior s olhos) e da retina ficarem total ou parcialmente destruídos. Após a formação de depósitos amarelos na mácula - 0 conhecidos como drusas -, o olho começa a desenvolver uma mancha central, fazendo com que os doentes percam a visão gradualmente, o que pode levar anos.
Já a forma exsudativa (úmida) representa apenas 10% dos casos. Porém, é mais grave. Ela ocorre pelo desenvolvimento de vasos sanguíneos em áreas inadequadas na mácula que, por serem muito finos, rompem-se e causam hemorragias e cicatrizes. Ao contrário da seca, a úmida possui tratamento eficaz, mas também não tem cura.

Por outro lado, vale ressaltar que a DMRI não causa cegueira total – sempre permanece uma visão periférica. Mas saiba que os principais sintomas podem surgir de forma gradual ou repentina. Por isso, fique atento caso deixe de ver objetos de forma nítida ou perceba uma mancha escura ou vazia no centro do campo de visão.
Sendo assim recomenda-se uma visita ao oftalmologista para realizar exames que vão confirmar ou excluir a DMRI. O paciente deve ir à consulta acompanhado, porque pode precisar dilatar a pupila.

DICAS – O QUE VOCÊ PRECISA SABER

Deixar de fumar é fundamental

·         A maioria das pessoas que sofre de DMRI consegue sair, comer, realizar higiene pessoal e outras atividades rotineiras, mas tanto a prevenção como o tratamento exigem mudanças no estilo de vida: deixar de fumar, fazer atividade física regular, usar óculos de sol, controlar o colesterol, manter uma dieta saudável e ir ao oftalmologista com freqüência.
·         A DMRI seca não tem tratamento eficaz, mas estudos indicam que o consumo de zinco, vitaminas e antioxidantes podem retardar a progressão quanto já existem lesões.
·         Para a DMRI úmida, há tratamentos, mas todos com riscos: a fotocoagulação com laser, indicada para lesões graves; a laser fotodinâmica, para lesões leves ou visão saudável em um dos olhos; e drogas antiangiogênicas, que são injetadas diretamente no olho. Há ainda a opção de cirurgia.

Na próxima semana, tem mais Dicas de Saúde.


Tino Lopes

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